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janeiro 31, 2006
critérios no silêncio
das palavras. estas por vezes escondem critérios, ocultam sentidos e prestam-se a multiplas leituras, como o fez e bem, o Manuel António Pina ou Ana Gomes. Falar e falar-se de Justiça, hoje principalmente exige clarificação, cabeça fria e paredes de vidro. Vir à rua e sentir o vento a passar.
Palavras
Pina
Odeputado Duarte Lima propôs na AR que as escutas telefónicas se limitassem "aos crimes de terrorismo organizado, tráfico de droga e crimes de sangue". Era o rabo escondido com o gato inteiro de fora a PJ deixaria de poder recorrer a escutas para investigar os crimes de corrupção, branqueamento de capitais e peculato de que têm sido acusados numerosos políticos e, de passagem, ainda os de abuso sexual de menores
O plenário explodiu em aplausos, com destaque para o tonitruante "Muito bem!" de Fernando Rosas e os efusivos "parabéns" de Ana Drago (ambos do BE, o partido das grandes causas morais) ao feliz autor da ideia. E é fácil imaginar que, pelo país autárquico e financeiro fora, muitos outros portugueses tenham igualmente exultado, até porque Duarte Lima teve ainda outra ideia entregar as actuais competências das magistraturas na matéria aos políticos. Só que, entretanto, deputados como Paulo Rangel, e outros, vieram estragar a festa. "Os aplausos mais pareciam um ajuste de contas [com os magistrados]", disse Rangel ao DN. "É uma atitude para afundar a Justiça e não para uma reforma construtiva". E assim se perdeu mais uma oportunidade de "reforma" da Justiça. Felizmente, resta a lei-quadro da política criminal.
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janeiro 30, 2006
brévia
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janeiro 25, 2006
atravessar
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janeiro 16, 2006
josé suarez
Aos 55 anos, o fotógrafo (Allariz, 1902 - Guarda, 1974) mergulha pelas terras de D. Quixote, entre Gualdalquivir e Jucar, nas paisagens humanas do interior rural desta região espanhola. Os retratos são a preto e branco "numa quietude e meditação ternas e expressivas, a par de uns negros poéticos e sóbrios".
"La Mancha", originalmente apresentada em 1965, é, pois, o resultado de um olhar já amadurecido pelos ideais deste fotojornalista inconformado com uma realidade parada no tempo. Um confronto entre o realismo e o idealismo, entre o cepticismo e o entusiasmo percorrendo as paisagens, as gentes ou simples objectos, para tentar resolver uma dualidade para a qual nunca encontrará resposta.
As fotografias revelam uma visão humanista, utilizando técnicas e enquadramentos da formalidade modernista, e aí, o homem surge como personagem e como determinante em tudo o que o rodeia, oferecendo-nos objectos e paisagens mitificadas, bem marcadas, fixadas naquele tempo e espaço.
Formado na Universidade de Salamanca, onde se tornará amigo de nomes grandes da cultura espanhola, como Ortega Y Gasset e Unamuno, José Suarez exerceu advocacia, tornando-se mais tarde fotógrafo e cineasta.
Como fotógrafo e documentarista, essencialmente etnográfico, produz nos inícios diversas séries As Romarias, Oleiros, Beiramar, os Carros, observados com uma grande preocupação estética. Em 1936 produz "Marineiros", um documentário fotográfico com recurso a tomadas em picados e contrapicados, com corpos cortados, provocando a vanguarda do momento.
Quando a vitória Franquista é uma realidade, este republicano exila-se na América Latina, onde passa boa parte da sua vida, entre a Argentina e o Uruguai, aí se estabelecendo como fotojornalista da "Life", "Galicia Emigrante" e "US Camera".
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janeiro 10, 2006
fim de festa
e chega o fim do dia, e do fim do natal, e as luzes apagam-se lentamente, pouco a pouco, as sombras voltam ao seu leito.
Publicado por jpcoutinho às 10:49 PM | Comentários (2) | TrackBack
janeiro 09, 2006
mais alvão
Publicado por jpcoutinho às 12:25 AM | Comentários (0) | TrackBack
janeiro 04, 2006
lontra
estas lontras vieram do parque biológico de v n gaia, uma visita a propósito de uma cria lá nascida.
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