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abril 26, 2005
o vinte e cinco

Publicado por jpcoutinho às 01:54 AM | Comentários (1)
abril 25, 2005
o odor
Publicado por jpcoutinho às 12:38 AM | Comentários (1)
abril 23, 2005
olhar

esta fotografia do José Carmo, meu companheiro de armas, e que ganhou a categoria de desporto do prémio de fotojornalismo da Visão, tem para mim o condão de representar a evocação deste País. Ainda há quem saia do campo de cabeça erguida, com orgulho no seu trabalho. Desde que cada homem não seja macaco e sirva com paixão e razão no seu galho.
Só por esta imagem valeu o Europeu.
Publicado por jpcoutinho às 02:08 AM | Comentários (7)
abril 18, 2005
sistemalexia

Publicado por jpcoutinho às 12:46 AM | Comentários (1)
abril 14, 2005
caminhos
estranhos e feios. feios e deprimentes, inconstantes e inconclusivos.caminhos e trilhos ... por instantes...

Publicado por jpcoutinho às 12:12 AM | Comentários (4)
abril 11, 2005
de tudo um pouco

Parque biológicoA LUZ DO PARQUE III
III Salão de Fotografia da Natureza do Parque Biológico de Gaia
CONCURSO DE FOTOGRAFIA DA NATUREZA
A LUZ DO PARQUE - edição de 2005
Publicado por jpcoutinho às 11:39 PM
mudanças previsíveis
regressam jornalistas,operadores de imagems; vão outros para a "história que faltava" e de olhos postos ... numa chaminé.
Publicado por jpcoutinho às 12:41 AM
o Papa João Paulo II
A imprensa esqueceu por dias o mundo para esmifrar até ao último segundo da emissão o depósito do corpo . Até os pormenores finais o culto da personalidade.
Até ao encerrar o corpo, “que ao pó voltará”, embora protegido por chumbo e madeiras nobres como o Vaticano gostou de mostrar.
E o culto da diplomacia continuou e juntou os mais importantes em gestos de perfeita hipocrisia, de que todos falaram com admiração e vénia. Esquecendo que o Papa na deslocação a Timor não beijou o solo Timorense.
Houve fé, adoração, orfandade, mas esta pertenceu aos católicos.
E aqui ficam dois retratos do JN, talvez os não mais significativos... mas de pontos diferentes de quem tem um Ídolo- wotjtyla_ na sua pequena terra,na Polónia e de quem não gosta de sentidos obrigatórios.
http://jn.sapo.pt/2005/04/09/em_foco/terra_wotjtyla_adeus_lagrimas.html
Terra de Wotjtyla diz adeus em lágrimas
emoção Pequena cidade que viu nascer o Papa seguiu enterro através de ecrãs gigantes
enviado especia La wadovice
Amanhã longa de emoções contidas durou até que os sinos da Basílica de Santa Maria tocaram sem parar. Os rostos carregados que cobriam a Praça João Paulo II, em redor da igreja onde o pequeno Karol Wotjtyla foi baptizado e fez a comunhão, fixaram ainda mais o ecrã gigante e quase ninguém controlou as lágrimas.
Na praça principal da pequena cidade que viu nascer o Papa estavam 15 mil pessoas com os olhos no Vaticano e o coração em Wadowice. "É uma emoção muito forte, estar aqui a ver João Paulo II ser enterrado", diz Danuta Kaczamarek, com o rosto ainda molhado, que chegou bem cedo com o marido Maciej e a filha Oliwia para garantir a primeira fila. Maciej aperta de novo a mão de Danuta e acena com a cabeça "Já sabíamos que não íamos conseguir aguentar. O Papa era tudo para a nossa família, era tudo para esta terra".
"Ele trouxe-nos o orgulho de sermos polacos", acrescenta Danuta. A pequena Oliwia brinca com a foto da Papa que hoje só se vendia, timidamente, num ou noutro canto da praça.
Um dia excepcional para a cidade onde o comércio, que ontem encerrou em massa, vive quase só da imagem de João Paulo II. Cafés e restaurantes não abriram e os transportes públicos também foram cancelados. Só ao final do dia meia dúzia de "Opominki" carregadas de ingénuos "souvenirs" começaram a ter filas à porta. Tal como nas duas pastelarias que muitas horas depois da celebração mataram a fome aos peregrinos com o famoso "kremowki papieskie", uma espécie de mil-folhas adorado pelo jovem Wotjtyla, quando ainda era "Lolek" para os mais íntimos.
Ao lado da Basílica de Santa Maria, um templo carregado de mais referências ao Papa, milhares de lamparinas iam cobrindo a rua Koscielna. Só a entrada do número 7 foi deixada livre. Ali, onde Karol Wotjtyla nasceu, só as flores repousavam no pátio interior. Ao lado, no palanque onde depois do enterro se celebraria outra missa, a cadeira de braços onde João Paulo II se sentou nas suas visitas a Wadowice permaneceu vazia, cruzada apenas com uma fita negra e uma coroa de flores amarelas e brancas.
Não há peregrino que não fotografe o cadeirão de madeira clara. Nem a estátua, ao lado da Basílica, com o busto de João Paulo II. Aparentemente alheada do ambiente da praça, Janek Chorzewski tem 16 anos e assiste ao desenrolar das cerimónias sentada com duas amigas na montra de uma loja. A indiferença é, no entanto, aparente. Janek está afastada porque, confessa, "não aguentava estar no meio da praça, a ver o Papa a ser enterrado".
As duas amigas escondem o rosto com o cabelo longo e não dizem uma palavra. Janek vive nos arredores de Wadowice, em Tomice, e só viu João Paulo II uma vez. "Foi há três anos, era ainda mais nova e não entendi muito do que ele disse". A figura de João Paulo II marcaria, contudo, a jovem de botas militares dois números acima do seu, calças e blusão negros. "Ele adorava a juventude e para nós, polacos, além dos nossos músicos preferidos também temos o Papa como ídolo. E quando se perde um ídolo é muito triste".
http://jn.sapo.pt/2005/04/09/em_foco/resistentes_costas_voltadas_para_o_v.html
"Resistentes" de costas voltadas para o Vaticano
Ruas desertas, lojas fechadas, locais turísticos com pouca gente o centro histórico de Roma parecia, ontem de manhã, um cenário de cinema montado para alguns grupos de turistas e para os poucos italianos resistentes e revoltados pelas exéquias que classificam de "fanáticas".
"A televisão foi sequestrada pelo Papa, não há nenhum pluralismo depois da morte de João Paulo II, isto é escandaloso!", afirmava, indignada, Michaela Caruso, em plena Piazza Navona, em frente do "Pasquin", uma das estátuas "falantes" de Roma, utilizadas no século XV para exprimir o descontentamento contra o poder e afixar panfletos. A estátua estava, ontem, coberta de inscrições coladas pelos "contestatários" "Um Papa morre e de seguida aparece outro!"
As lojas de roupa e os cafés do centro da cidade permaneciam fechados. Apenas alguns comerciantes resistiam a esta unidade, não por ideologia, mas pelo aspecto financeiro.
"As grandes cadeias não têm qualquer problema em fechar hoje. Eu sou um pequeno comerciante e gravei em video as exéquias para as ver mais tarde", justifica-se Francesco Rogano, gerente de uma loja de carteiras. A única que ontem estava aberta na sua rua.
Os raros italianos a andarem pela rua ou no "desemprego" forçado pelas exéquias mostram-se, por vezes, muito críticos perante o "culto da personalidade" visível, dizem, desde o dia seguinte à morte do Papa.
"Nós trabalhamos no Tribunal de Contas, em Roma. O nosso escritório está fechado, como todos os serviços públicos, devido às exéquias de João Paulo II, por isso passeamos longe desta loucura adoradora", dizem Gabrielle De Angelis e Fausto Pederzoli, citados pela agência France Presse.
Este casal, que se diz laico, não compreende "como se pode aceitar que o presidente Bush e Condoleezza Rice estejam ali a rezar, enquanto continuam a matar tanta gente". "Estamos fartos de toda esta hipocrisia", acrescenta Gabrielle.
O mesmo cepticismo chega pela voz de Paul Birrini, um professor universitário, de 68 anos, que vive a dois passos da Piazza di Spagna, no centro de Roma "É revoltante! Todos estes jovens vêm como se se tratasse de um concerto de rock ou de um jogo. Quantos deles respeitam os preceitos do Papa, quantos deles não usam preservativo, quantos deles já se divorciaram", lança, ironicamente, este romano.
(c)JN
Publicado por jpcoutinho às 12:12 AM
abril 09, 2005
outro olhar

Publicado por jpcoutinho às 10:04 PM | Comentários (1)
um olhar

Publicado por jpcoutinho às 10:00 PM | Comentários (1)
abril 07, 2005
fotojornalismos
esperemos que mantenha a mesma força. Uma boa descoberta para quem se interesse por "este mundo".
Publicado por jpcoutinho às 07:19 PM | Comentários (3)
abril 06, 2005
o gabinete de comunicação
Publicado por jpcoutinho às 11:52 PM | Comentários (1)
abril 05, 2005
"habitação social"
Publicado por jpcoutinho às 08:43 PM | Comentários (2)
abril 04, 2005
vamos pedir a deus
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Porto,040405, Hospital de S. João, Pneumologia.
O doente tinha sido transferido quase 48h antes de outro hospital.
Hora de lanche, lanche servido. Com açúcar ... a quem foi diagnosticado diabetes muito altas!
Reparei e pedi a correcção; a resposta:” o adoçante hoje já acabou”.
Como todos temos os nossos problemas, achei que mais valia pedir a Deus qua aos Santos.
Procura uma bata que me indique alguém com responsabilidade acrescida, uma enfermeira ? pois então! E do mais prático da sabedoria respondeu ”que beba sem açúcar”. Pois, peço desculpa mas o doente em causa não gosta de leite sem açúcar. “já resolvo isso, fique descansado”.
Fiquei, 15 minutos depois, toca a descer os 7 andares, ir a uma cafetaria pública, pedir uns pacotes de adoçantes, e esperar que o doente beba o leite já frio.
Ás 18h ainda esperava pela dita solução.
Não generalizo, foi um acaso, acredito, mas algo vai mal quando passamos indiferentes à angústia humana.
Publicado por jpcoutinho às 08:35 PM | Comentários (1)
Carlos Calvet
Exposição "Carlos Calvet", 2 de Abril a 3 de Julho no Centro Português de Fotografia.
Com um percurso que, na Fotografia, se inicia na definição do momento decisivo de uma fenomenologia quase autista, Carlos Calvet soube navegar por entre a multiplicidade dos olhares que, nos anos cinquenta tanto se contrapunham como recusavam o debate. E, se há uma ponta, aqui e ali, do formalismo salonista, há acima de tudo, a forma muito sua de recusar o maneirismo: as suas fotografias trazem sempre a sua assinatura, fazem-nos cair na gama dos cinzentos bressonianos, mas também na crueza americana da fotografia directa quase sempre aligeirada por aquele elemento onírico do Surrealismo. Outras imagens como estas multidões que se fazem olhando-as de cima ao modo modernista, ou as paisagens do mar aproximando-se da praia de falésia, ancoram-se naquele dispositivo cinematográfico visual que é tão definitivo nesta utilização do meio fotográfico.
Fundamentalmente são imagens de Lisboa e do mar, imagens que tentam a unidade das coisas e do homem o ar marítimo que ataca as estátuas de uma época posterior, o vai-vém das ondas, dos cacilheiros e dos pacientes passageiros, as formas caóticas que se desenrolam no caleidoscópio geométrico das águas. Mas há as fotografias de viagem, as paisagens urbanas de uma província de desenho mouro, as prematuras séries narrativas, os retratos e as espantosas reportagens dos ajuntamentos, das expectativas que a Fotografia pode adivinhar, - uma vida de prosseguidos desenhos, de composição. Porque há no olhar do fotógrafo e pintor Carlos Calvet o vício da composição. E é irrelevante que o dinamismo das estátuas reconstitua velhos esquemas masoquistas, que aquele interior escuro realce o objecto nulo como é uso do surrealismo, que os pequenos acontecimentos no interior de um acontecimento maior se desliguem do "actual" e vão vincular-se ao sonho da universalidade. Estas imagens estão fora do tempo, a Mulher de branco já faz parte do nosso imaginário e continuará a fazer vibrar a saia no escuro do beco, aquela família de barquinhos esguios, que já não existe, continua a receber as ondas da baixa-mar numa gaveta da memória e num cacilheiro qualquer todas as aventuras do mundo podem vir a acontecer. Porque estas imagens escapam à História da Fotografia, aquela que se faz com complexos de estilos e mensagens codificadas, e, quando as olhamos, não há nostalgia nem decifração. Sabemos apenas, com a certeza dos reencontros, que este foi o tempo de um olhar inteiro.
CARLOS CALVET, (Lisboa, 1928)
Estudou arquitectura no Porto e é também pintor e fotógrafo. Próximo do grupo surrealista de Lisboa, participou na sua exposição de 1949, mas inicia a sua produção fotográfica apenas em 1956, já que, na década de 50, devido à sua formação em arquitectura se passa a interessar pelo cinema e pela fotografia.
Tanto na pintura como na fotografia o seu processo é, sempre experimental: do surrealismo ao abstraccionismo simbólico, deste ao conceptualismo da Pop-Art e, sempre, aquela curiosidade pelo oculto que foi uma das veredas do surrealismo português. Por isso não há na sua fotografia a convicção realista e, num processo que desenvolve até hoje, é a alteração cénica da atmosfera da composição, ( e daí o recurso a diversas práticas fotográficas) que constitui a sua diferença e onde acode aquele atenuado - elemento metafísico que é mais visível na sua pintura, mas que se insinua nas imagens fotográficas, - o que explica o seu lugar distintivo na fotografia portuguesa.
Será lançado o álbum "Carlos Calvet", editado pelo CPF/MC
Publicado por jpcoutinho às 12:11 AM | Comentários (1)
abril 03, 2005
zeze
Publicado por jpcoutinho às 01:27 AM | Comentários (2)